1 de junho de 2017

Nextory #7: As Bestas Paleozoicas


HOJE NO THE NEXTORY CHANNEL...

E ai meus fãs, como vão? Tudo joia com vocês? Finalmente, depois de alguns séculos um dos quadros de mais sucesso do blog voltou, sim, ele o fenomenal Nextory! Eu estava muito ocupado salvando o mundo do ataque dos Yliasters que se fundiram com os Barians e formaram o Império Ylibarian e por isso não tinha postado mais nada relacionado a esse quadro e nem a Fanfic também (sim, eu não esqueci do Capítulo 4, só estou sem tempo). Deixando todas essas desculpas esfarrapadas e baboseiras de lado, vamos ver a história por trás de um dos Arquétipos mais originais do jogo, os Paleozoics.


As cartas do Arquétipo "Paleozoic" são baseadas em animais do Período Cambriano, que, de acordo com o geólogo inglês Adam Sedwick esse período foi o marco inicial para a vida na terra. A partir daí começaram a surgir os primeiros animais com partes mineralizadas, decorrentes das rochas e fósseis que datam do período. Além disso, nessa época existiam 4 grandes continentes, que eram respectivamente: Laurentia (parte central da América do Norte), Báltica (Leste da Europa), Sibéria (Região Oeste da Rússia) e Gondwana (O maior de todos, abrangia partes da América do Sul, África, Oceania e Antártica) e todos esses apresentavam grandes mudanças em seus biomas marinhos, que possibilitou o surgimento da vida. Era o início da Era Paleozoica (daí o nome Paleozoic no TCG).

A origem do nome do Arquétipo no OCG, que é "Burgesstoma" é derivado do Folhelho Burgess (do inglês Burgess Shale), que fica localizado em Britanic Columbia no Canadá e é considerado uma das principais jazidas de fosseis do mundo. Contém muitos fosseis do Período Cambriano que estão extraordinariamente preservados, incluindo vários tipos de animais invertebrados e também de animais evoluídos como o Pikaia, entre outros.


Paleozoic Olenoides é uma carta baseada no Olenoides serratus, um animal datado de cerca de 500 milhões de anos atrás, e que vivia durante o Período Cambriano no Canadá, Groelândia, Cazaquistão, Rússia e EUA. Fazia parte do reino animalia e da classe trilobita e tinham somente cerca de 10 cm de comprimento (sendo considerado um microanimal). Sua estrutura básica era comum a de todos os outros trilobitas, sendo constituído de uma cabeça blindada, um tórax com sete partes articuladas e um pigídio semicircular (pigídio é a parte traseira do animal, onde está contido o anus, e nas fêmeas o ovopositor). Suas antenas eram longas e suas pernas eram finas, o que mostrava a sua incapacidade para nadar.

Embora tenha um nome bem peculiar, o Paleozoic Hallucigenia não causa alucinações em ninguém. Essa carta é baseada no Hallucigenia sparsa, uma espécie de animais daquele período. Faz parte do reino animalia e da classe xenusia. Mediam entre 0,5 e 3,5 cm, sendo considerada uma das menores espécies do período. Tinha um formato bastante bizarro, que lembrava uma alucinação (e por isso o nome Hallucigenia) e possuía espinhos na parte posterior do seu corpo, porém tinha uma boa capacidade para nadar. Em 2014, um estudo da revista Nature publicou que essa espécie tem parentesco com vermes tropicais como a Onychophora.


Vermes já existem antes mesmo do Vegeta, como é o caso da Paleozoic Canadia, que é uma carta baseada na espécie Canadia spinosa, que era uma verme (ou minhoca) anelídea do reino animalia e da classe Polychaeta. Mediam entre 5 e 20 cm, e possuíam uma característica bem interessante. Elas tinham inúmeros parapódios em seu corpo, que é o nome dado a cada um dos dois apêndices que emergem das laterais de cada segmento que compõe o corpo dos anelídeos. Além disso os seus tentáculos possuíam sensores de captação, o que sugere que eles eram excelentes caçadores, e além disso, suas papilas gustativas tinham a capacidade de se estender para fora do corpo, o que nos faz sugerir que o animal era carnívoro.

Ele é o Pika Pika, mas não é o Pikachu! A carta Paleozoic Pikaia tem inspiração em uma espécie de peixes do período cambriano chamado Pikaia gracilens, que são considerados pelos historiadores e biólogos, como o ancestral comum de todos os animais vertebrados (inclusive os humanos). Esse grupo faz parte do reino animalia e da classe chordata, e também faziam parte do conjunto de fósseis do Folhelho Burgess em Britanic Columbia, no Canadá. Teria cerca de 5 cm e aquilo que se assemelha a duas pequenas antenas, o que não se vê em outros fósseis com a mesma classificação entretanto descobertos.


Paleozoic Eldonia tem inspiração na espécie chamada Eldonia ludwig (não, elas não são italianas), do reino animalia e do grupo dos ambulacraria. Eles são macios e tem afinidade desconhecida. O seu corpo é formado de tentáculos em forma de um disco medusoide (o que leva a crer que esse animal tenha parentesco com a Medusa). Possuí um intestino em forma de C e, além disso seu intestino é recalcitrante (desregulado e resistente), e muitas vezes liberava ácido fluorídrico durante suas flatulências. Esse organismo é muitas vezes associado com o  Microdictyon, que se alimentava de Eldonias.

E entre os mais raros animais do Período Cambriano está o grupo dos Dinomischus isolatus, que é a inspiração para a carta Paleozoic Dinomischus. Faziam parte do reino animalia e do grupo dinomischus. Até o atual momento, não foi descoberta nenhuma relação desses animais com nenhum outro da era atual (talvez por isso sejam isolatus hehe xD). Eles mediam somente cerca de 1 cm, e se alimentavam filtrando a água do mar. Seus fósseis também são encontrados no Folhelho Burgess.


Talvez o animal mais comum do Folhelho Burgess, o Marrella, que faz parte do reino animalia e do grupo Marrellomorpha (mas não é o Marrello Ranger xD) são caracterizados por serem artrópodes (ou seja, possuíam um exoesqueleto), e além disso, possuíam dois pares de antenas com espinhos (voltados para a sua proteção) e também suas apêndices eram suas pernas e serviam para a locomoção do seu corpo. Mediam entre 2,9 e 19 milímetros (sendo o menor animal do período).

Segurem seus vira-latas, porque é hora de falar da Leanchoilia superlata. Esse animal bem peculiar possuía dois apêndices que terminavam em forma de chicote (os primeiros chicoteadores da história né seus safadinhos xD). Além disso também eram os primeiros animais a usar óculos (porque tinham quatro olhos u.u). Também possuíam um exoesqueleto e mediam cerca de 5 cm.


De longe Paleozoic Anomalocaris é o principal monstro do Deck. E não é a toa que a sua inspiração é no animal mais complexo desse período. O Anomalocaris (do grego, "camarão anômalo") é um invertebrado marinho extinto, que viveu nos mares de diferentes lugares do planeta durante o Período Cambriano, de 513 a 501 milhões de anos atrás. Para sua época era uma criatura gigantesca, que variava de 45 cm a 1,8 m de comprimento. É um dos animais mais amplamente distribuídos do Folhelho Burgess. Possuía uma cabeça grande, um par de olhos compostos por 30.000 lentes individuais (o que indica uma visão muito avançada) e uma boca circular formada por um anel de placas, que poderia se contrair para esmagar as presas - animais de corpo mole e, possivelmente, trilobitas. Um par de apêndices à frente da boca provavelmente levava a comida até ela, e seus dentes serrilhados continuavam até as paredes do esôfago. Eles estavam localizados no topo da cadeia alimentar daquela época, e são considerados os primeiros predadores da história. Fósseis de Anomalocaris são conhecidos desde 1892 e foram descobertos no Canadá, na China, nos EUA, na Groenlândia e na Austrália. Como os totalmente intactos são muito raros e esses fragmentos se assemelham a outros tipos de animais simples, por um longo tempo as peças separadas foram interpretadas como animais individuais: os apêndices foram imaginados como uma espécie de camarão, a boca, identificada como uma água-viva, e o corpo, confundido com uma esponja. Somente com a descoberta de espécimes completos constatou-se que os três animais eram apenas um, e manteve-se o nome original do tal "camarão anômalo".

Mas não muito diferente do Anomalocaris, o Paleozoic Opabinia também é uma das principais cartas do Arquétipo, e sua história também é uma das mais complexas. Muitos geólogos, biólogos e historiadores consideram esse animal como sendo "de outro planeta". O Opabinia é um pequeno invertebrado de corpo mole que viveu durante o Período Cambriano Médio, em torno de 505 milhões de anos atrás. De tamanho modesto, media de 4 a 7 cm de comprimento. Esse animal tinha uma aparência muito estranha, diferente de qualquer outro ser vivo conhecido, e representa os primórdios da evolução da vida na Terra. Seu corpo era dividido em 15 segmentos, cada qual com um par de lobos laterais ("abas"), que sobrepunham uns aos outros e possuíam guelras em suas faces superiores. O último segmento do corpo formava uma cauda em forma de leque. A cabeça apresentava características muito incomuns: cinco olhos, uma boca na parte inferior e virada para trás e um probóscide oco e flexível. Essa espécie de "tromba" tinha um terço do comprimento total do animal e terminava em uma estrutura em forma de garra com espinhos. O Opabinia provavelmente vivia no fundo oceânico, usando seu probóscide para capturar vermes e partículas de alimento e levá-los até a boca. Seu nome vem da Passagem Opabin, entre os montes Hungabee e Biddle, localidade ao sudeste do lago O'Hara, Colúmbia Britânica, Canadá. A primeira descrição científica sobre o opabínia ocorreu em 1912, mas foi somente a partir de outros achados (notavelmente o Anomalocaris) que os cientistas conseguiram classificá-lo em um grupo de animais estreitamente relacionados aos ancestrais dos artrópodes.

Bem galera, por hoje é só. Desculpem se algumas das minhas piadas pareceu ofensiva, é que além de hoje ser meu post, também é aniversário de um grande amigo meu, então ele está meio triste, e eu quero adotar a filosofia do EGAO pra ver ele sorrir. Espero que tenham gostado da volta do Nextory, e eu espero que o mais rápido possível eu possa postar o Capítulo 4 da Fanfic pra vocês. É que eu tenho que conciliar estudos, provas, paquera, família, e outras coisas mais além dos posts. Espero que entendam, e até a próxima :)

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