11 de abril de 2016

Mitologia em Yu-Gi-Oh! - Os deuses Inca do Sol e da Lua


Diversas são as inspirações para as cartas do card game mais vendido no mundo. 
Hoje vamos conhecer um pouco mais das lendas por trás de Sun Dragon Inti e Moon Dragon Quilla, duas cartas bem interessantes da era 5D's

Há um tempo atrás nosso redator, Edimilson Silva, nos trouxe em seu post um pouco mais de conhecimento sobre os Earthbound Immortal e as linhas de Nazca, nas quais foram baseados. Complementando um pouco o seu trabalho, trago até vocês mais duas cartas baseadas nas terras por onde a civilização Inca passou. 

O ciclo eterno do Sol e da Lua



Primeiramente, vamos analisar as cartas em si. Ambas foram utilizadas no anime por Rex Goodwin (vale lembrar que Quilla era um Dark Synchro, um tipo de invocação exclusiva da animação, na qual era necessário subtrair os niveis dos materiais, ao invés de somá-los). São contruídas de forma a fazerem oposição uma a outra, tanto em suas artes, como em seus efeitos e atributos.
  • Inti é Light, enquanto Quilla é Dark
  • O efeito de Quilla aumenta pontos de vida, enquanto o de Inti causa dano
  • Ambos estão desenhados em posições opostas e seus esquemas de cor também são contrários
Os dois possuem efeitos nos quais, ao serem destruídos, eles fazem special summon da sua contraparte, em uma interessante referência ao ciclo de alternância do Sol e da Lua.

As divindades

Na mitologia Inti é o deus do Sol e Mama Quilla é a deusa da Lua (Inti e Quilla são, respectivamente, as palavras em Quéchua para Sol e Lua). Considerados entidades benevolentes, ambos são filhos de Viracocha, deus inca da criação e civilização. São casados entre si, pais de Mama Ocllo e Manco Capac (também casados), este último sendo o fundador e primeiro governante da civilização Inca.

Alguns acreditam que Manco Capac foi a inspiração para o nome desta carta.
Capac significa "governante" ou "senhor da guerra".
Apu é uma divindade Inca das montanhas.
No post do Edimilson, ele explica que sua arte é baseada no Geóglifo do Gigante.

Inti


O deus do Sol é reverenciado como sendo o padroeiro do Império Inca. Suas origens mitológicas são um mistério. As histórias mais comuns dizem que ele é filho de Viracocha.

De acordo com um mito antigo, Inti teria ensinado aos seus dois filhos as artes da civilização e os enviado à Terra para passá-las adiante. Teria, também, lhes ordenado que construíssem a capital Inca aonde uma cunha sagrada e dourada, que eles carregavam consigo, penetrasse a terra. Os Incas acreditavam que isso aconteceu na cidade de Cusco. O governante era considerado a representação viva de Inti. 

Mama Quilla


A deusa da Lua era reverenciada como a divindade do casamento e do ciclo menstrual, e também considerada uma defensora das mulheres. Era representada como uma bela mulher e seus templos eram cuidados por sarcedotisas dedicadas.

Conhecida como "Mãe Lua", um de seus mitos diz que os eclipses lunares eram causados quando Mama Quilla estava sendo atacada por algum animal. Consequentemente os Incas tentavam assustá-lo atirando armas, fazendo gestos e o máximo de barulho possível. Eles acreditavam que se o animal obtivesse sucesso o mundo seria jogado nas trevas. Essa tradição continuou mesmo após a conversão ao catolicismo feita pelos "conquistadores" espanhóis. Também era dito que Mama Quilla chorava lágrimas de prata.

Nos tempos atuais

Além das referências na cultura popular, como nos cards e nas artes modernas apresentadas, as religiões antigas tem ganhado cada vez mais adeptos. Estes em busca de resgatar valores perdidos do pré-cristianismo.

Também é vísivel a tradição se mantendo através das eras, como no festival Inti Raymi, que honra o deus do Sol e originalmente marcava o começo de uma nova estação de plantio, hoje sendo uma grande atração turística em Cusco.


Uma das formas de representação de Inti era como um rosto com raios se projetando ao seu redor.
Nas imagens acima podemos ver em ordem: Inti, ou Sol de Maio, das bandeiras da Argentina, Peru (provisória) e Uruguai.
Também aparece na arte de Sun Dragon Inti.


Com isso encerramos nossa viagem pela história destas duas divindades tão interessantes. Graças a ficção temos informação de culturas, mitos e tradições que nem sonharíamos conhecer dentro do nosso meio habitual. 

E vocês? Quais outras mitologias ou tradições encontraram nas cartas?


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