27 de abril de 2016

Blackwing - Os Ases da Geração Synchro


Um meta game em sua época e amado por muitos duelistas até hoje, Blackwings não perderam sua força. Vamos conhecer um pouco da história e os não tão novos assim suportes do arquetipo.



Blackwing, Black Feather (japonês) ou Asa Negra (português - só eu acho isso parecido com nome de escola de samba? Unidos do Asa Negra) é um arquetipo composto por monstros de atributo DARK (um LIGHT) e tipo Winged-Beast (um Warrior). Seu foco é encher o campo com monstros que se auto-invocam por Special Summon se já houver outro Blackwing em jogo, para realizar principalmente Synchro Summons e alguns poucos XYZ, entretanto consegue se virar bem sem o Extra Deck em certas situações.

Sua primeira aparição foi na coleção Crimson Crisis no começo de 2009, recebendo suportes em Raging Battle e Ancient Prophecy ao longo do mesmo ano. Rapidamente se tornou meta devido a sua velocidade, consistência e poder, mas a lista o atingiu com força em diferentes ocasiões, resultando na limitação de três cartas que eram cruciais para sua velocidade.

Em 2010, as coleções The Shining Darkness e Starstrike Blast trariam alguns novos suportes com estratégias alternativas para o deck, mas não o suficiente para fazê-lo ressurgir no competitivo. O metagame evoluiu, passando pela geração XYZ, chegando a atual geração Pendulum e, apesar das tentativas dos jogadores de reviver o deck, os Blackwing deixaram de ser uma ameaça, tendo as três cartas anteriormente limitadas completamente removidas da lista.

Em 2014, a coleção especial Dragons of Legend trouxe cinco novas cartas para o arquetipo, incluindo a infame Black Sonic, acelerando um pouco o deck, mas foi em 2015, com o lançamento de Premium Gold: Return of the Bling, que finalmente veríamos os suportes definitivos para atualizar os pássaros ao jogo atual. O deck agora contava com mais formas de busca e mais monstros com auto-Special Summon. A quantidade de monstros importantes no Main Deck aumentou significativamente, com decklists subindo de uma média de 17 para até 23 monstros. Cartas como Dark Armed Dragon ou The Dark Creator perderam espaço para favorecer a consistência em torno da temática Blackwing.

A partir de Dimension of Chaos, no fim de 2015, o arquetipo vem recebendo suportes constantes. São eles Blackwing normais e os novos Assault Blackwing, monstros que ao serem Special Summon sob determinadas condições, são considerados como Tuner em campo.


Decklist (As cartas não estão linkadas, pesquise individualmente na Wikia)



Main Deck
Extra/Side Deck
Monsters [22]:
[2] Blackwing - Shura the Blue flame
[3] Blackwing - Bora the Spear
[3] Blackwing - Kris the Crack of Dawn
[3] Blackwing - Gale the Whirlwind
[3] Blackwing - Kalut the Moon Shadow
[2] Blackwing - Pinaki the Waxing Moon
[2] Blackwing - Blizzard the Far North
[1] Blackwing - Zephyros the Elite
[1] Blackwing - Steam the Cloak
[1] Blackwing - Harmattan the Sandstorm
[1] Blackwing - Oroshi the Squall

Spells [6]:
[3] Black Whirlwind
[2] Dark Hole
[1] Instant Fusion

Traps [12]:
[3] Icarus Attack
[2] Breakthrough Skill
[2] Mirror Force
[1] Bottomless Trap Hole
[1] Compulsory Evacuation Device
[1] Torrential Tribute
[1] Grand Horn of Heaven
[1] Solemn Warning
Extra Deck [15]:
[1] Assault Blackwing - Raikiri the Rain Shower
[1] Blackwing Armor Master
[2] Blackwing Tamer - Obsidian Hawk Joe
[2] Blackwing - Nothung the Starlight
[1] Blackwing Armed Wing
[1] Ally of Justice Catastor
[1] Black Rose Dragon
[1] Stardust Dragon
[1] Elder Entity Norden
[1] Ice Beast Zerofyne
[1] Dark Rebellion Xyz Dragon
[1] Number 101: Silent Honor Ark
[1] Castel, the Skyblaster Musketeer



Autor: Link Beoulve


Comentários do autor do deck:

Como não encontrei uma build competitiva que desse a devida atenção aos Synchro Blackwing (que considero muito bons para serem deixados de lado), resolvi trazer o meu deck pessoal utilizado para forfun. Isto explica a ausência de cartas como Crystal Wing Synchro Dragon e Solemn Strike, que estão fora do meu poder aquisitivo, e também a falta de uma sugestão de Side Deck.

Nos monstros o grande destaque dos clássicos vai para Gale e Kalut, duas das três cartas anteriormente limitadas. O primeiro não só trás a si mesmo da mão como também tem o poder de cortar pela metade o ATK e DEF de um monstro oponente (este efeito é permanente), enquanto o segundo é praticamente um Honest exclusivo do deck, adicionando 1400 ao ATK de um Blackwing durante o combate.


O destaque dentre as novidades vai para Kris e Pinaki. Kris com poderosos 1900 de ATK é imune a destruição por mágicas ou armadilhas uma vez por turno, tornando-o uma opção segura caso você suspeite de uma Mirror Force, Torrential Tribute ou Bottomless Trap Hole no campo do oponente. Vale notar que seu efeito de Special Summon é limitado a uma vez por turno ao contrário de cartas como Gale ou Bora. 

Pinaki não entra por Special, mas seu efeito o torna extremamente flexível, pois é possível buscar tanto se ele tiver sido destruído por batalha/efeito como se tiver sido enviado ao cemitério devido a uma Synchro Summon. Porém sua limitação de poder ser usado em Synchro apenas pra Blackwings, faz com que 3 cópias sejam um pouco demais.


Os demais monstros servem primariamente para ajustar os níveis em campo facilitando Synchro Summons. Menção honrosa a Blizzard, cujo efeito permite viradas de jogo com uma top draw.

É aquela carta faz você se sentir o Yugi num momento de aperto

Nas mágicas nenhuma novidade, duplo Dark Hole porque não tenho Raigeki. Black Whirlwind, a terceira a sair da banlist, é indispensável a três cópia. Como seu efeito é cumulativo, ela pode ser responsável por vitórias baseadas em OTK, ao facilitar inúmeros combos. Instant Fusion é obviamente pra trazer Norden e abusar de seu efeito, a fim de ter mais flexibilidade ainda em um deck que já é extremamente flexível para Synchro Summons.


Nas armadilhas algumas staples que vão do gosto do jogador, Breakthrough Skill pode ser substituída por Fiendish Chain se você preferir manter o monstro imóvel, mas lembre-se que se ela for destruída ele não só poderá atacar, como também irá recuperar o efeito de imediato. Indispensáveis são as Icarus Attack, cuja quantidade pode variar de 2 a 3 dependendo do seu estilo de jogo. Apesar do sacríficio de um monstro elas podem salvar partidas, mesmo se o monstro sacrificado for um poderoso Synchro.

Cadê Black Sonic? No momento estou testando uma build sem ele, pois depender de Blackwings em campo pode ser prejudicial se o oponente os destruir antes de atacar, ou se você só tiver XYZ ou Synchros diferentes, mas é definitivamente uma forte opção.


No Extra Deck os XYZ servem como uma caixa de ferramentas, cada um se adequando a uma situação diferente que se possa enfrentar. Norden é para acrescentar flexibilidade, como já foi mencionado anteriormente. Stardust é uma opção pessoal pois gosto muito dele, mas realmente não é o mesmo que já foi um dia. Catastor é o Synchro lvl 5 mais adequado quando não se tem dinheiro pro Armades, Keeper of Boundaries. Somente em último caso entra a Black Rose Dragon em campo.

Os clássicos Armor Master e Armed Wing entram em casos bem específicos, raros no metagame, mas relativamente comuns no forfun. São os mais propensos a sair do deck com os novos suportes que serão lançados.

Raikiri é a estrela de todo o baralho, sua habilidade de destruição é extremamente últil e poderosa, já sua habilidade de virar Tuner ainda não demonstra muita utilidade, mas definitivamente vale uma segunda cópia no extra. Nothung é o Gagaga Cowboy do deck (com menor flexibilidade) e consegue enfraquecer monstros em 800 pontos, mesmo aqueles que não podem ser alvo. Seu grande trunfo é a possibilidade de se fazer um extra Normal Summon de um Blackwing, acrescentando muito às possibilidades de combos. Hawk Joe com sua habilidade de trazer um Synchro Winged-Beast do cemitério é uma opção espetacular para OTKs e reciclar os efeitos de Raikiri ou Nothung. 

Uma jogada simples, porém poderosa, é invocar Nothung, utilizar seus efeitos e, em um turno subsequente, usá-lo com Oroshi fazer Synchro Summon de um Hawk Joe. Com a habilidade deste se puxa do cemitério o mesmo Nothung que acabou de ser utilizado como material, totalizando 1600 pontos de dano no oponente, e 800 pontos diminuídos do ATK e DEF de dois monstros do adversário (ou 1600 do mesmo), ao longo de dois turnos seus. Além da presença de dois Blackwing poderosos em campo.



A mecância dos Blackwing, consiste em controle através de efeitos/armadilhas e domínio de campo com sua alta quantidade de Special Summons, o que faz dele um deck capaz de surpreender um jogador despreparado. Ainda não vemos muitos Blackwing nas primeiras colocações de grandes torneios, mas definitivamente ele consegue bater de frente com alguns decks meta sem tanta dificuldade. 

O que acham? Será que Blackwing tem potentcial pra retornar ao brilho do metagame como já foi um dia? Digam aí nos comentários.

Comentários
4 Comentários

4 Comentários:

Ronaldo Silva disse:
27 de abril de 2016 17:40

Ambos os efeitos do Nothung é apenas uma vez por turno, ou seja, não tem como infligir 1600 de dano com o efeito dele.

Link Beoulve disse:
27 de abril de 2016 19:17

Você está certo. Podia jurar que já o tinha feito no ygopro. Vou corrigir o texto.

Guto Seiya disse:
27 de abril de 2016 20:21

Eu gosto muito de usar no mínimo 1 Gladius no Blackwing. Ele possibilita fazer combos muito interessantes, principalmente no primeiro turno, devido ao seu efeito de Special Summon e seu baixo ATK (o que o torna buscável por Black Whirlwind ao Invocar quase que qualquer Blackwing do deck).
Eu sei que o deck também precisa muito das Traps para ter controle de campo, é o estilo do deck, mas hoje em dia muitas Traps não tem mais a mesma eficiência que já teve em outras épocas (é muito monstro que não pode ser alvo e muitos recursos para eliminar backrow), então eu sempre testo Spells que acelerem ou ajudem na jogabilidade do deck, ao invés de encher o Blackwing de Traps, e uma carta que eu gostei muito de utilizar é Dark Eruption. Essa carta possibilita muitas vezes um OTK que seria improvável se fosse uma Trap no lugar dela. Outra carta que eu achei interessante a utilização nesse deck, embora seja lenta, é Supply Squad. Blackwing não tem muita reposição de mão, e a Supply, além de ajudar a repor os recursos, é sempre uma carta que o oponente vai querer se livrar o mais rápido possível, o que significa que provavelmente ele vai gastar um recurso para tirá-la do campo, o que pode acabar salvando outras cartas com maior importância.
Enfim, Blackwing é um deck com muitas possibilidades... Com os suportes que estão pra chegar, o deck vai ficar muito bom, mas acho que não voltará mais ao cenário competitivo, os suportes que estão pra vim ainda são pouco eficazes se comparados ao poder que os decks meta possuem.

Isaac Posada disse:
27 de abril de 2016 20:46

bom artigo! eu queria que cê fizesse um sobre o arquetipo gladiator beast e um deck atual deles depois