12 de janeiro de 2016

A Pendulum Summon está dominando o jogo?


Balance, Pendulum da alma, ilumine os céus e forme um arco de luz!


Desde seu lançamento, há 2 anos atrás, os Pendulum Monsters vêm crescendo cada vez mais. Eles passaram de um ambiente de completa desconfiança e duvidas, para um extremamente competitivo. Com isso, a "febre" Pendulum vem dominando o jogo, tanto no OCG quanto no TCG. Um dos principais decks que resumem essa dominância é o "PePe" (Performage Performapal), que finalmente chegou no TCG com a mesma força que costumava dominar o OCG.



Os primeiros monstros Pendulum lançados eram muito vagos, simples. Se não fossem monstros normais (Foucault's Cannon, Flash Knight), eram monstros com muitas restrições e que só agiam em conjunto (Timegazer Magician, Stargazer Magician). Poucas cartas buscavam esses monstros, algumas delas eram a Reinforcement of the Army, Summoner's Art ou Odd-Eyes Pendulum Dragon. Mesmo assim, alguns decks viram potencial em usar a mecânica Pendulum ao seu favor, como foi o caso dos Ninjas, que usavam muito o Misty Valley Apex Avian para tentar aproveitar o máximo da Pendulum. A experimentação e os testes eram muitos frequentes no inicio, mas infelizmente, esses esforços não tiveram impacto no jogo competitivo.

Há também outro aspecto importante sobre os Pendulum. Basicamente, o conceito sobre eles é que você "joga sua mão no campo". O que isso quer dizer? Mais especificamente dizendo, os jogadores puderam começar a usar a Pendulum para se livrar de "mãos mortas". Antes dos Pendulum se tornarem Mainstream, monstros de Level alto eram um risco de se usar. Os únicos monstros com Level alto em uso eram aqueles com um método de invocação fácil, como os Mermail, ou aqueles monstros com apoio, que eram usados em linha reta junto com seu archtype, que foi o caso do Shaddoll Beast. Com o surgimento da Pendulum Summon, a capacidade de invocar com facilidade monstros da mão deram uma nova vida aos monstros com Level alto. Com isso, nós começamos a ver mais deles por aí, não acham? Além de jogar no campo monstros para batalhar, essa nova mecânica também beneficiou decks que queriam invocar uma grande quantidade de monstros constantemente. Decks como Gadgets, por exemplo, ganharam um Up, pois com isso, eles podiam invocar vários Gadgets simultaneamente, fazer Xyz e acumular grandes vantagens dentro da partida.



Resumidamente, esse foi o inicio da Pendulum Summon. Os jogadores pareciam não se importar muito com ela. Não haviam muitas opções de buscas, e os outros archtypes fortes da época não podiam se aproveitar dessa mecânica. Mas tudo isso começou a mudar com o surgimento do primeiro archtype Pendulum competitivo: Os Qliphorts. No entanto, a primeira coisa que pudemos notar dentro do deck foi suas restrições. "Você não pode invocar monstros especialmente, exceto Qli monsters". Os criadores foram extremamente cuidadosos com esse fator, e isso foi muito importante. Mesmo assim, o tema Qliphort era algo novo. E ao invés de depender do Extra Deck com os Xyz ou Synchros, eles deram ao deck (Qliphort) um tema de Tribute Summon.

Esse archtype também marcou a primeira maneira de "configurar" as escalas na Zona Pendulum. Com o Scout, ao pagar -800, você podia buscar qualquer peça do seu deck, podendo fazer mais rapidamente as invocações. Fato é que hoje o tadinho está na Banlist, limitado. E a única razão para a Konami não quebrar esse deck, logo de inicio, foram essas restrições. Ele não tinha acesso aos Xyz, que são muitos comuns.



Logo em seguida, chegamos até o Secret Forces, onde os primeiros Pendulum WIND foram introduzidos: Os Yosenju. No caso dos Qliphorts, todos os membros eram Pendulum, mas no caso do Yosenju, havia apenas um par de monstros Pendulum. Eles possuíam um poder considerável de busca, e se você desejava executar uma variante nas escalas, geralmente você tinha acesso fácil a elas. O deck conseguiu decolar competitivamente, mas tudo graças a seus monstros não Pendulum. O lado Pendulum desse archtype foi considerado uma experiência fracassada, e então os jogadores já começaram a querer saber dos próximos archtypes envolvendo essa mecânica, que chegaram logo no Crossed Souls.




Os Zefras chegaram ao jogo com lindas artworks. Ele foi o primeiro archtype desse gênero que imediatamente buscava um Pendulum após a ativação de uma carta (Oracle of the Zefra). Esse archtype híbrido dava suporte aos melhores decks metas na época, com Shaddoll, Nekroz, Satellarknight, etc. Porém, mais uma vez, assim como os Qliphorts, eles tinham restrições quanto aos monstros você podia invocar. O efeito Pendulum dos monstros era só a restrição de não te deixar invocar outros monstros, e mais nada. A principal energia do deck era o efeito de monstro dos membros. E por incrível que pareça, isso acabou sendo um sucesso (Pendulum Monster sem efeito Pendulum, só com efeito de monstro), pois mais pra frente isso seria reaplicado nos Majespecter.

Infelizmente, o deck Zefra nunca conseguiu atingir seu ápice de poder. No entanto, graças a ele, os Pendulum deram um passo muito importante para a evolução. Ao contrário dos archtypes anteriores, os Zefras encorajaram os jogadores a usarem mais Xyz, Synchro, Fusion e Ritual em conjunto com seus monstros. Com os Zefras concluídos, o primeiro arco de archtype de Pendulum havia sido criado, mas a mania Pendulum ainda não tinha assumido o meta, nem ganhado torneios, etc. Então era hora de tentar uma nova abordagem.



Com a chegada do Clash of Rebellions, foi visível que a Pendulum Summon nunca mais seria a mesma. A Konami começou a querer que os jogadores usassem mais dessa nova mecânica, e quando isso acontece meus amigos, saiam de baixo. Esse pack lançou muitas maneiras diferentes de explorar a utilidade dos Pendulum tudo de uma vez só. Primeiro foi a carta Wavering Eyes, que sozinha, quebrou o equilíbrio dos Qliphorts e fez surgir a variante do deck que fez a Europa gritar por um tempo, o Turbo Towers. Essa carta não foi só uma maneira de fazer os Pendulum combaterem um ao outro, mas também deu poder de busca a eles. Depois, teve a chegada de Pendulum genéricos com efeitos muito agradáveis, que foi o caso da Archfiend Eccentrick. Essa carta por exemplo, possui uma escala alta sem restrições, e um efeito tanto ofensivo quanto defensivo. Por último e mais importante, esse pack lançou o Luster Pendulum, the Dracoslayers. Esse monstro foi o primeiro Tuner Pendulum, e trouxe muitas utilidades junto com um bom ATK de 1850.




Nesse conjunto, um outro archtype Pendulum também foi lançado, que foram os Igknights. Considerado como um deck chato de se enfrentar, todos os monstros eram normais, e compartilhavam o mesmo efeito Pendulum. Mesmo assim, esse foi o mais potente motor genérico de Pendulum na época. Lembra das restrições dos Zefra? Isso não existia nos Igknights. Rapidamente, os jogadores encontraram uma sinergia entre o deck e o monstro Royal Magical Library, e os Igknights começaram a usar a Pendulum Summon para fazer Xyz com mais frequência. Mas, mais uma vez, as pessoas não conseguiram usar o deck para o competitivo.



E a vida continuou. Algumas cartas iam e vinham, mas somente o tema Pendulum mais antigo, Qliphort, tinha conseguido representar uma ameaça ao meta. Assim, a Dimension of Chaos entrou na briga, trazendo consigo os poderosos Performages. Dracoslayer conheceu oficialmente seu par perfeito: Performage Plushfire. E esse não foi o único terror lançado em cima do jogo durante essa época, pois novos e poderosos archtypes Pendulum haviam chegado.



Majespecter chegou, e foi a segunda tentativa em fazer um tema Pendulum como Zefra, em torno de muita busca. Enquanto todos os monstros não possuem efeito Pendulum, cada um deles tem efeito (monstro) para buscar alguma carta do deck, assim como os Gadgets, que inicialmente abusaram da mecânica Pendulum. Mas além disso, eles também não podiam ser alvos ou destruídos por efeitos de cartas. Quando deu as caras, já foi logo considerado como o próximo deck meta, e fez muita gente fazer piada em volta do poder todo do deck. E assim como os Igknights, os Majespecter não possuíam restrição em que tipo de monstro você poderia invocar. Com suas jogadas perturbadoras, muitos jogadores ficaram irritados com esses animais de tempestade, mas logo perceberam que era possível derrotá-los.





A próxima adaptação em design para os Pendulum chegou, mas precisamente no Master of Pendulum: Odd Eyes Magician. Esse archtype veio direto do anime, e só contou com membros Pendulum. Com o Wisdom-Eye Magician, o deck prepara facilmente as escalas Pendulum, além de encher o Extra Deck com um grande número de monstros para invocá-los mais tarde. O deck também possui bons buscadores, e ajusta as escalas entre 1 e 8, sem restrições no que você pode invocar.

Esse suporte de Magician teve um impacto sobre o jogo. Agora os Pendulum são considerados estúpidos e Broken por muitos duelistas, e há várias sugestões para "matá-los", bem mais do que aconteceu com as outras invocações, por exemplo. Mas por quê isso? O que torna os Pendulum tão poderosos assim?


Não dá pra acabar com eles com cartas "tradicionais"


Cartas que geralmente afetam os Synchros, Xyz, Fusion e Ritual, acabando não surtindo muito efeito contra os Pendulum. Por quê? Você gasta seus recurso para destruí-los e enviá-los para o Extra (ou mesmo por batalha), mas eles acabam voltando e fazendo spam no campo. Porém, ao mesmo tempo, os Pendulum são mais frágeis que as outras invocações. Contra o Synchro Naturia Beast ou a Trap Anti-Spell Fragrance, por exemplo. Se você tem uma dessas cartas citadas no campo, o seu adversário jogando de Pendulum não vai fazer nada, provavelmente ele vai dar admitir a derrota e ir pra próxima partida. Aí você me fala: "Ah, mas tem alguns Synchros e Xyz, Fusion em que a Raigeki, Mirror Force, não surtem efeito contra eles". Sim, mas são só alguns casos. No caso dos Pendulum, são todos. Geralmente, se for uma Match, o jogador que está enfrentando a Pendulum pode trocar essas cartas que não os afetam para as que os afetam. Mas você vai ter que perder uma partida para fazer isso e tentar a sorte na 2 partida? Há ainda alguns jogadores que colocam as cartas boas contra Pendulum já no Main deck, mas não há garantia que você enfrentará sempre um deck Pendulum, e essas cartas podem ficar mortas.


Sorte? Consistência!


Yu-Gi-Oh! é um jogo em que para se vencer, dependemos de vários fatores. E claro que um desses fatores podemos dizer que é a sorte. Ela não é o principal, mas tem sua parcela de contribuição. Outro fator é o deck que os jogadores estão utilizando. Se o jogador A estiver usando um lento, ou que perca a mão fácil, é claro que ele raramente vencerá o jogador B, que está um usando um deck consistente e que sempre está gerando vantagem no campo. Por exemplo, em que mundo Constellar venceria um PePe ou um Magician Pendulum? E é justamente isso que os decks Pendulum estão se tornando, extremamente consistentes e geradores de vantagem. Muito raramente a mão vem ruim para esses decks (mão boa em 95% dos casos). Temos como exemplo a jogada do PePe. Performapal Skullcrobat Joker busca o Performapal Monkeyboard, que busca novamente o próprio Joker ou outros importantes. É nesse vai e vem que os decks Pendulum estão cada vez mais poderosos, quase nunca perdem a mão, e mesmo o oponente atrapalhando/destruindo suas cartas, eles estão ali, com uma forte presença em campo. A consistência deles inibe totalmente o pouco do fator "sorte" que eles deveriam ter. Claro que nos metas anteriores também havia isso, mas os metas de hoje estão fazendo isso de forma mais absurda e rápida.


Extrema assistência a outras invocações


Além de invocar vários monstros simultaneamente no campo, os Pendulum estão sendo combinados com as outras invocações existentes: Fusion, Synchro e Xyz. E o principal fator é que, diferentes de outros monstros normais que são enviados para o cemitério quando usados para Synchro ou Fusão, os Pendulum vão para o Extra deck, fazendo que haja a possibilidades de invocá-los mais tarde, dando mais dor de cabeça para o oponente. Como os novos Pendulum estão vindo sem restrição do que você deve invocar, que não foi o caso dos Qliphorts, isso acaba aumentando e muito o poder de fogo dos decks, fazendo com que a possibilidade para o OTK seja mais fácil.


Por enquanto, os Pendulum estão mais fortes do que nunca. Será que a Konami vai dar um jeito nisso na próxima Banlist, ou vai deixar o circo pegar fogo por mais algum tempo? Será que teremos mais salas nos simuladores onlines com "NO PENDULUM"? E vocês, acham que a Pendulum Summon está dominando o jogo?

Então é isso pessoal, espero que tenham gostado. Quero citar a ygorganization, pois me inspirei em um artigo deles para escrever boa parte desse texto. Não esqueçam de comentar o que acharam. Dúvidas, criticas ou sugestões, deixem aí nos comentários. Curtam, compartilhem, mostrem pros amigos que não entendem nada de Pendulum, e até a próxima!

Comentários
7 Comentários

7 Comentários:

no name disse:
12 de janeiro de 2016 13:29

nexus sitezino lixo de merda. suas bixas invejosas denunciam as subs dos outros so pq estão na frente de vcs

Guilherme Lerry dos Santos disse:
12 de janeiro de 2016 19:15

"Circo pegar fogo" eu entendi a Referencia.

Nan Pendragon disse:
12 de janeiro de 2016 19:30

Faz 2 anos que saiu a Pendulum e eu ainda não joguei com ele kk

no name disse:
12 de janeiro de 2016 23:04

quem quiser assitir o epi 88 já estadisponivel aqui:http://yugiohmonstrosdeduelo.blogspot.com.br/2016/01/yu-gi-oh-arc-v-episodio-88.html

no name disse:
12 de janeiro de 2016 23:05

boa noite nexus ;)

Solaire disse:
13 de janeiro de 2016 08:14

Bom dia nexus!!! Ainda n duelei com a maioria desses decks(só jogo o yugioh lod do xone) mas contra qlip o terror e quando jogo de harpia....matadora de spells...rsrs

ABCD disse:
17 de janeiro de 2016 20:54

Meninos do staff, seria possível de vcs disponibilizarem um link só com as legendas do arc-v? Eu vi que postaram no facebook mas confesso que gosto de assistir na qualidade em HD (ja tenho o arquivo baixado) na minha tv, e baixar novamente o anime dá um desânimo. Prefiro assistir o anime com a legenda de voces do que ter que ir atrás de outros. obrigado