21 de junho de 2015

変更なし


Henkou nashi - Sem mudanças.

 Eae pessoal, blzinha? Apesar de estar com algumas ideias nos rascunhos e estar ausente por um bom período de tempo eu não poderia ficar sem falar sobre a mais recente escolha bizarra da Konami nos últimos tempos: a nova banlista asiática não teve nenhuma mudança. Enquanto uns viram isso com um brilho nos olhos e um sorriso de orelha à orelha eu não consigo compartilhar da mesma opinião e eu vou discorrer da forma mais breve possível sobre isso nesse post (se bem que isso vai ser mais um "drops").

 Descaso? Preguiça? Confiança? Seja lá o que eles queriam transmitir com essa ação ela não soou boa pra mim. O meu único objetivo nesse post é plantar a semente do questionamento em vocês.


 Ao mesmo tempo que uma banlista pode "retirar" coisas do jogo com o objetivo a deixá-lo mais interessante e consistente aos jogadores ela também pode "adicionar" coisas ao jogo. Eu tomo isso como base para avaliar uma banlista e quando ela nem se quer existe (no caso desta, né?) posso assumir que a Konami não vê o quê retirar coisas do jogo, como também não vê o quê acrescentar ao jogo e isso é um crime gravíssimo! Como assim a dona não sabe o que fazer com o seu próprio produto!? As banlistas são a única fonte não capitalista (pelo menos não diretamente, até porque ninguém "compra" banlistas) que o jogo tem para se adaptar, de resto o que sobram são as novas coleções que saem periodicamente, mas estas não tem o mesmo poder que uma lista que pode apagar a existência de cartas (é basicamente isso mesmo). Nisso eu já arranjo dois problemas com a falta de mudanças:

O jogo vai ficar estagnado por um bom tempo: a não ser que saia um deck muito superior aos atuais numa coleção recente, mas vocês sabem que isso gera um outro problema. A lista é definitiva, se a Konami quiser ela destróis decks inteiros (Rulers são um bom exemplo de massacre), cartas novas não, aposto que até mesmo pra empresa imaginar todas as variáveis possíveis que uma nova carta pode causar no jogo é impossível, isso vale tanto para o bem quanto para o mau. Ou seja, depois de uma ideia imbecil de não termos banlista por hora o jogo só tem dois caminhos possíveis: ou ficar paralisado por meses ou acontecer um surgimento de um deck game-breaking. Não sei para vocês, mas para mim não é assim que se alcança um equilíbrio.

A banlista vai perder o seu sentido: os meses em que há a revelação da banlista é um momento aguardado por muitos jogadores do jogo, só ver o número de vídeos ou posts relacionados a lista na internet, é assustador o impacto que ela tem. Essa euforia toda se deve devido ao fato de os jogadores quererem ver como a Konami vai tentar lapidar o jogo (que não é perfeito, e acreditem, nunca será/nunca foi), a banlista é o modo mais eficiente de administrar o jogo e retirar abusos nos cenários competitivos, assim como eventualmente fazer justiça com cartas que podem ser liberadas da exclusão extrema. Por mais que o jogo esteja equilibrado sempre haverá o que mudar ou o que testar, eu agradeço muito da banlista TCG ter testado a volta da Raigeki, a carta se adaptou muito bem ao jogo, quem sabe não podia ter sido assim na lista japonesa desse mês: imaginem ela retirando uma carta banida e ela tendo um bom resultado no jogo. Faltou ambição por parte da Konami, faltou também uma boa leitura do que está acontecendo, mas faltou principalmente ela entender realmente o que uma banlista significa.

 E por mais que a Konami insista que o jogo está bem equilibrado, ah, ele não está.



 Essas aqui são só alguns exemplos de cartas virais que o Meta Game japonês possui, não vou entrar em detalhe em relação a cada uma delas, mas é só você ver a tendência ao Rank 4 (coincidência? Acho que não.) nos resultados de torneio e ver o estrago que techs simples fazem. Existem cartas que merecem receber uma punição, seja por sua falta de restrição, seja por jogadas absurdas, seja pelo seu poder de fogo opressor ou seja por burlar as condições de invocação de outras cartas.

 Não devemos pensar em apedrejar aquilo que é forte pro jogo somente por ser forte, mas sim em descobrir por quê aquilo é forte e a partir desse motivo que podemos julgar as cartas que deveriam ser removidas para o bem-estar do jogo como um todo. Dizer que não tem cartas mau pensadas no jogo é um erro e isso não se trata de subjetividade, se trata de números, por isso dizer que o jogo está equilibrado o bastante pra não haver mudanças na banlista também é um erro. A falta de banlista agora vai acarretar numa mais cruel e game-changing nos próximos meses, isso não deve ser mistério pra ninguém.

 Só pra completar o meu curto raciocínio, o que eu achei dessa escolha: não é de hoje que eu venho dizendo que a Konami anda desleixada com o jogo, seja pelo excesso de "fórmula infalível" (search, special summon, negação, auto-proteção, ou tudo isso junto. Por quê não?) nas cartas recentes ou pelas banlistas cada vez menos banlistas (agora definitivamente), até porque né, ela já alcançou uma zona de conforto: o card game vende bem, o anime atrai mais público pro jogo e ela não deseja competir com os demais jogos. Eu sempre incitei o ódio ao capitalismo nos meus posts, mas ele também tem seus lados bons, a necessidade da constante inovação nos produtos por exemplo, mas quando se chega a uma posição onde a "evolução" não vai garantir tão mais lucro a empresa trava numa posição muito boa (e isso é muito ruim). O que eu quero dizer é que Yu-Gi-Oh! está se tornando unicamente uma marca/produto, são poucas coisas que eu vejo a respeito que entreguem algo novo ou algo positivo pro jogo, eu não sinto que a Konami se importa mais com ele. Eu ainda me pego jogando por causa da memória afetiva que eu construí jogando ele por vários anos, mas se for pra ser sincero, admito que já tiveram épocas do jogo em que eu me diverti mais.

 Isso tudo pode não passar de coisas minhas, mas é complicado quando suas piores teorias ganham mais e mais argumentos defendendo-as. Por isso eu gostaria de ouvir a opinião de vocês: o que vocês acharam dessa última banlista OCG? Sintam se a vontade para discordar das minhas opiniões, mas argumentação sempre. Prometo voltar a postar o mais rápido que puder, terminando o post de U.A. que já tá na metade (spoiler, espero que alguém goste dele), dito tudo isto, tenham uma boa semana e falous!

OBS: Espero que o TCG não faça a mesma cagada de copiar a lista OCG, os formatos são muito diferentes pra ela ter feito isso da última vez.

Comentários
2 Comentários

2 Comentários:

Viciado disse:
21 de junho de 2015 11:33

Olha, eu vejo essa banlist como se fosse aquela epoca que apenas existiam 2 listas pro jogo. Se não a algo tão quebrado, claro que não poderia haver alterações e tambem concordo com a parte de testes, mas creio que o "teste" ta mais pra cara da konami desse lado do mundo.

Akagif Zexual disse:
21 de junho de 2015 11:45

Excelente post como sempre. Realmente, essas 4 cartas são a força total do metagame oriental, e acho sim que a Konami deveria ter tomado algumas providencias nessa lista (como um nerf em Atlantean que está indo com tudo por lá). Entretanto, a respeito de algumas dessas 4 cartas é realmente complicado para konami "tomar uma providencia".

http://ygorganization.com/ocg-06152015-ocg-japan-decklists/

Para eles a IF é limitada, e tomando como base a maioria dos decks que usam o Noden, é perceptível que constam apenas 1 cópia dele no extra deck. O motivo disso é óbvio, afinal, com a IF limitada, fica completamente difícil a utilização de 2 ou mais cópias do mesmo no extra deck. O ponto em que estou querendo chegar é que a única alternativa da Konami para o Noden seria dando ban no mesmo ou na IF, o que acredito que dificilmente ela faria. O mesmo exemplo vale para o Utopia The Lightning, onde praticamente ninguém usa mais que uma cópia dele no extra deck (não preciso nem mencionar que o Ptolemaios segue o mesmo exemplo na maioria das vezes, né? Só ficando a duas ou três cópias em Staellar mesmo. Mesmo assim, é um bom caso a se pensar).

Mas como mencionei no inicio do meu comentário, mesmo com essas situações, existem coisas que a Konami realmente precisa tomar providências (afinal, essas cartas estão presentes em praticamente TODO FUCKING DECK por lá). Um bom exemplo disso é o já mencionado Tricklown e o Thousandblades. Os dois juntos são a alegria do rank 4 genérico por lá.

De qualquer forma a Konami estará lançando três decks de Synchro no SPHR (além de reprints), e como já visto em algumas gameplays por ygopro, parece que Speedroid pode acabar se tornando alguma coisa. Então, quem sabe os synchros possam acabar diminuindo um pouco a quantidade de xyz decks no metagame por lá, hein? Acho difícil, mas infelizmente ninguém aqui é uma Mieru para ter previsões precisas a respeito disso rsrsrs

Minha preocupação é de que a Konami acabe se acomodando muito nisso e comece a dar NO CHANGES sempre que o jogo não estiver tão desbalanceado.
ZZZzzzz