28 de março de 2014

Entendam: Banlist = Marketing.



Espero que consigam chegar a um por quê de vermos uma Banlist pouco movimentada.



DRLG-BoosterENYu-Gi-Oh é seu cardgame, seu hobbie, sua diversão, mas é o produto da empresa Konami, amigos. Vamos sempre lembrar disso. E a Konami, como toda boa empresa, visa o lucro. Através do que uma empresa pode ter lucro? Dentre muitos meios conhecidos, vem o principal: O marketing. Para quem não conhece, marketing é o processo que determina, com base em pesquisas e estudos, que produtos serão vendidos e como eles serão vendidos. Pois bem, no marketing da konami vemos uma série de instrumentos para vender o jogo para nós. Jogos de videogame, programas de televisão (animes), produtos licenciados como camisas, bonés, bermudas, cartas (que englobam Sleeves, Playmats e outros acessórios), que são divididos em vários tipos de produtos como Premium Gold, Gold Séries, Booster Séries, Collector Tins, Structure Decks, produtos temáticos como por exemplo, Dragons of Legend e Numbers Hunter e por fim, o último, e tão importante, um produto chamado Banlist.

O último instrumento citado é o mais importante. Banlist determina tendências. Ela é o fator mais preponderante, juntamente com preferência dos jogadores (que são controlados por outros instrumentos de marketing que falarei mais a frente), para um preço de uma carta e uso de um determinado deck. E pensando nisso, por anos, vimos a konami fazer banlists para todo o mundo, com base em lançamentos de cartas cada vez mais rápidos que reciclam os gostos e prioridades dos jogadores do mundo competitivo, e a banlist sendo o fator que determinasse o que deveria ser mais comprado e vendido, através de suas limitações a cartas que fez decks ficarem enfraquecidos e fora do cenário competitivo, dando lugar aos futuros lançamentos tão cativantes que alienavam os jogadores de certa forma a sempre tentar colocar o melhor em seu side, main e extra decks.

Parecia que não poderia melhorar para eles. Só parecia. Numa pesquisa mais a fundo, depois de tanto tempo, a konami veio a perceber que os jogadores ocidentais se diferenciavam dos orientais. Os ocidentais eram mais cuidadosos com suas escolhas, gostavam de estratégias mais profundas, buscar recursos e não depender do poder de cartas e sim da sua estratégia para vencer, e pareciam de certa forma, usarem as cartas melhor que os orientais, que por sua vez, gostavam de introduzir sua originalidade no jogo, com combos mirabolantes, e encaixes ousados de algumas cartas em decks. Bingo! Porque não ter uma banlist para cada um? Unir mais ainda a preferência dos jogadores a banlist, alienar mais ainda o jogador, criando uma zona de conforto muito maior. 

E o que temos hoje? Duas banlists. Uma conservadora e uma insana. Uma sendo o oposto da outra, uma bane antes mesmo de ter problemas, a outra fica no morde e assopra de podar aqui, mas liberar ali, porém, deixando tudo mais agressivo. No TCG vemos uma variedade boa de decks que podem chegar bem em um torneio, que demanda um maior metacall, conhecimento profundo das estratégias e do deck que irá usar, e ele te levando ao top, você mostrará toda sua habilidade com deck building no draft. Estratégia e Play skill, sem a possibilidade de uma "apelação" que desequilibre estratégias, já que a Banlist corta todo o possível mal pela raiz. No OCG vemos uma maior gama de cartas liberadas, que aumentam o poder dos decks do topo, bem como também puxam decks de tiers inferiores para cima, tentando nivelar o máximo possível e abrindo um leque maior para decks OTK e FTK variados, como lockdowns, que justifica mudanças como duas fields no mesmo campo e primeiro jogador sem draw phase, respectivamente. Variedade maior de decks e possibilidades de jogadas.

"Está do jeitinho que o povo gosta". Um cenário perfeito para alienação maior ao jogo, que é o objetivo. Percebam que a banlists no começo forneceram cenários bem atraentes para a volta de decks antigos, como Zombie e Blackwing, após uma época desastrosa do jogo (Era Dragon Ruler), uma espécie de tentativa de fazer jogadores antigos voltarem ao cenário competitivo, bem como, percebam o lançamento em massa de cartas do anime no jogo, trazer a criança que assiste Zexal, ou o otaku e otome, que assiste ao anime e está acostumado a sempre ouvir falar de cardgames, entrar no jogo e tentar o cenário competitivo.

Com base na minha linha de raciocínio acima, que vocês devem ter entendido, compreendam algumas mudanças:

MorphingJar-PGLD-EN-GUR-1EMorphingJar2-SP14-EN-C-1ERekindling-SDOK-EN-C-1EInfernityBarrier-CT09-EN-SR-LE

Morphing Jars banidos: Efeito extravagante, ou antigo e mal calculado, unido ao fato que junto com Jackpot 7 poder ser um deck autowin mais rápido que estratégias atuais do jogo, fez com que eles fossem banidos. Nada mais justo.

Rekindling limitada: O efeito é poderoso, e só por esse motivo, ela se encaixaria nessa linha de raciocínio, e ser podada, mas tem algo a mais, por causa do momento que foi tocada, tenho um palpite que seja algo relacionado a Pendulums. Só o futuro vai dizer. É uma pena, pois Fire Kings, um deck que vinha numa crescente no jogo, perde um pouco com esse corte.

Infernity Barrier limitada: Evitar o desagradável e quebrador de qualquer estratégia Infernity First Turn com 2/3 Infernity Barriers set. Sem contar que com Pendulums Summons não dependendo de mão para dar continuidade as jogadas, já que voltam virados p cima no extra, eles seriam um cenário de pressão assustador, imaginem Odd-eyes, um xyz qualquer (Number 66 ou Lavalval Chain) e um Necromancer em campo e 2/3 barriers sets? Assustador, além de consistente, já que para tirar o necromancer as barriers irão negar, odd-eyes e o xyz vão criar uma pressão tremenda pela diferença de cartas, quase sendo um good game.

EvilswarmExcitonKnight-LVAL-EN-ScR-1E
Ainda falando de banlist, para fechar esse assunto, nessa difusão do metagame, existem algumas cartas que você vê que foi lançado especificamente para uma lista, o maior exemplo é o Evilswarm Excitom Knight


Esse é o tipo de carta que só vai ser tocada numa banlist quando, somente quando, Heavy Storm voltar ou os jogadores começarem a usar 2/3 deles cada um em um duelo. Exciton parece ter sido especialmente criado para o TCG, onde até seu efeito, sendo o incomum once per chain, se encaixassem nas preferências dos jogadores de equilibrar o stun que alguns decks criaram setando 5 cartas e invocando um beater. Com o exciton, vão ficar com medo de fazer setar tudo e o jogo flui de uma maneira menos cansativa. 


Bem, espero que agora entendam finalmente a linha que a Konami anda seguindo para as Banlists, e vejam que a Banlist de Março não tinha o que mudar, porque o formato tem que ficar variável, por isso não vimos ainda a morte dos Mermail, até porque não tem sentido matar o deck agora, que aliás, tem sido o segundo deck mais popular do formato passado. O deck mais popular do formato passado, Fire Fist, não podia ser totalmente nerfado de uma vez, agora vem o estímulo de fazer todo mundo arrumar uma boa lista deles depois da limitação do Wolfbark, e opções é o que não faltam, o archtype é grande e as opções são vastas, fazer uma 3.5-Axis, colocar Call of the Haunted, voltar o Dragon Turbo... 

Bujin é a transição do competitivo para a potência do jogo quando chegar o Primal, acompanhado por um crescimento enorme de Ghostrick e Sylvan, que dá mais um motivo por Jar #2 ter sido banido, já que com a adição do termo excavate no seu texto, ele poderia ser perfeitamente abusado por eles. Geargia continuarão intocáveis pelo motivo de ainda não terem tido seu momento, e além do mais é um deck que rende muitas variáveis, o que significa estratégias, metacall e ... Tudo que o jogador do TCG deseja. 


Espero ter adicionado algum conhecimento e visão de jogo a vocês, até qualquer hora amigos. Abs!

Comentários
14 Comentários

14 Comentários:

TheBestCombos disse:
28 de março de 2014 20:42

esse post da uma aula de como entender uma banlist, já que muitos jogadores só querem que cartas especificas que eles não gostam sejam banidas e ficam de rage o tempo todo, desde que a banlist se tornou 1 pra cada formato não achei nenhuma ruim(no tcg), 10h de parabains pra esse post :v

Daniel Minighiti disse:
28 de março de 2014 21:07

Gostei desse post, vamos ver se os esquentadinhos que dão rage em toda ban list baixam a bola...

De qualquer maneira, me deu um aperto no coração com o ban do morphing jar... Sempre gostei da sua carinha de Troll e tenho uma Ultra rara aqui comigo. Só não digo que vai ficar pegando poeira pq vai ficar dentro do sleeve... :(

Renan disse:
28 de março de 2014 23:17

Muito bom o post. Tbm fiquei triste pelo morphing jar 2 ter sido banido mas é justo por causa do Jackpot 7.Gostei do banner.
Relacionar o Kaiba com a banlist

Carlos Alberto Alberto disse:
28 de março de 2014 23:21

Posso estar errado mas não acho que pendulum vai beneficiar infernity tanto assim não...mas como eu disse posso estar errado. Eu jogo de infernity a bastante tempo e o forMato tradicional do deck é bom, tentei montar um com pendulum mas não deu muito certo kkk talves alguém mais criativo consiga. Fora que as opções de pendulum são poucas tbm né só esperando mesmo pra ver...no mais bom post lg.

Anônimo disse:
28 de março de 2014 23:25

Só uma palavra fire king não morreu com a ban list, nem fire fist. Esses foram decks que perderam força, agr a consistência é a msm. O que reklinding pegou foi decks como laval, esse sim era focado na spell e perdeu mt com a ban, assim como infernity tbm perdeu força mas não consistência. Em relação ao exciton, fire fist e mermail concordo plenamente, tenki ainda vai ter seu momento, acredito pos primal vai a dois até pq ela é suscetível a uma mystical pior do que reforciment

subonito disse:
29 de março de 2014 00:00

Por mim eu imprimia e saia vendendo esse post na porta de eventos do jogo (sem copyright mesmo), meus parabens LG, uma obra de arte no quesito utilidade.

Eu até fico tocado com certas banlists porque eu não gosto de ver formatos parecidos, eu quero ver algo novo, algo ousado. Banlistas sem nenhuma jogada forte não me atraem, essa ultima ao menos teve a Primal Seed e seus loops liberados, mas não chega nem perto do que o OCG faz.

A TCG tinha adotado ideias que eu amei na época dos rulers: tirando meio mundo de staples, batendo nos rulers tão forte quanto nos Wind-Ups na época de ouro e de prata. Essa ultima lista eu não vi muito impacto, o que me deixou desapontado.

Ainda acredito que se a empresa quer mais lucro ela deveria subdividir o jogo, podia ser até mesmo em 2 formatos diferentes. Pra não só atingir um publico alvo, uma vez que o pessoal que curte decks diferentes boa parte ficam com eles pelos simuladores online. Outra coisa é tirar as cartas da banlist do esquecimento, talvez o formato de jogo tradicional merece-se suas próprias regras e jogo pra quem quer jogar no nível extremo da parada.

Em suma, um post de deveras informações, gostei bastante, continue assim.

Gabriel Fideli disse:
29 de março de 2014 00:09

Ainda acho que cartas como Envoy(entre MUUITAS OUTRAS) nao tinham que estar liberadas pessoal abusa de cartas assim para terem vantagens injustas no jogo exemplo que aconteceu bastante no inicio quando o envoy voltou vc esta com um scrap e um stardust em campo(exemplo comum de acontecer) turno do oponente nada na mao dele nada no campo dele draw...Envoy ele vira completamente o jogo se ainda sua invocaçao fosse mais complicada mas nao ridiculamente facil mas enfim paciencia como ja foi dito é um negocio (y).Foi muito legal ler o post cara parabens ^^ na torcida ainda pelo top 10 cartas do primal origin *---*.

ksfire disse:
29 de março de 2014 02:20

Eu concordo em tudo com o LG.

E agora, com mais calma e depois e um exame mais apurado. A resposta para a Rekindling me parece simples.

"Eles vão lançar Penduluns FIRE com 200 de DEF, para serem buscáveis por Flamvell Poun e Flamvell Firedog. Além dos diversos Penduluns LV 4 buscáveis por Summoner Monk e possíveis Penduluns Beast-Warrior."

Agora combinar isso e mais "6 Rekindling" (sim 6, eles liberaram Magical Stone) e o poder de destruição de Fire Kings, até pra mim seria um pouco de exagero.

Além do que existe um outro problema nessa historia.
Todos os Dragon Ruler vem de graça em pendulum summon. Isso é igual a "Blaster infinito, evocado ao menos duas vezes por turno."

Agora, combine todos os fatores que citei acima em um deck de Fire Fist lv 4 e imagine o que teremos. Mermail vira "chocalho de criança" perto dessa.

Ou seja, na pratica Rekindling ficou limitada pensando no futuro de Fire Fist e Dragon Ruler combinado com Pendulum. E é possível que ela ainda seja banida em um futuro próximo dependendo de como as coisas andarem.

Eu amo a Rekindling e sinto muita dor pro dizer isso. Mas é a mais pura verdade.

E, sim, eu testei essa hipótese. Apenas substituindo os espaços vagos por Magical Stone, e botando em pratica a mecânica de Pendulum focada no Blaster. Eu consegui esmagar um Dark World padrão, usando apenas um Flamvell Deck comum. Depois, com 3 Rekindling e 3 Magical Stone, a coisa toda tomou uma proporção totalmente absurda (e como eu disse, isso num Flamvell Deck).
Não consigo imaginar como seria a proporção usando Penduluns favoráveis (FIRE e com 200 DEF).

Eu to falando serio, a Konami não tem noção do terror que ela criou. E os jogadores só estão começando a ter noção agora, semanas depois que o choque passou.
Pendulum Summon, quando bem usado, é uma catástrofe para o adversário.

xkeyscore disse:
29 de março de 2014 04:19

Pendullum Summon é assustadora.
Fiquei boquiaberto como os Scraps se beneficiaram do duo Supply + PS. Além disso, Fire Kings seriam extremamente fortes se não houvesse uma limitação de algumas cartas.

Além disso, eu vi no pojo os caras comentando que a banlist tinha acabado com os Kings. cara, apenas não. tô doido pra montar uma build deles.

Por outro lado, meus amados bujins vão ter dificuldade de se adaptar ao novo cenário. Nem PS nem Supply são eficazes no deck, a princípio. O que compensa é a força que o arquétipo conseguiu pós-primal. Eu montei uma build incrível com as cartas pós-primal e a força do deck é algo absurdo. Não perdi nenhum duelo e nenhum match até agora. E olha que já testei umas cem vezes. Prevejo um grande futuro para os bujins. Aliás, tô até com vontade de competir em torneios. rs é lindo acabar com todos os recursos do oponente.

E ah, e eu ficaria de olho nos Artifacts e nos Sylvans. Prometem bombar.

Lucas disse:
29 de março de 2014 04:53

Engraçado que o povo parece esquecer que no TCG vai ter mais uma banlist antes dos penduluns.

Cyberblu disse:
29 de março de 2014 12:44

A próxima list vai ser muito mais polêmica que essa, tenho certeza. Nunca tinha enxergado a banlist como um produto, muito menos como marketing, e do jeito que foi colocado no post abriu a visão de muitos (inclusive a minha). Bom post LG, todo mundo te ama.

Anônimo disse:
29 de março de 2014 17:08

Eu ja disse isso desde o principio, ban = marketting. Pois, como venderá novos boosters se decks antigos = meta.

Labyrinth Wall disse:
30 de março de 2014 02:17

esse LG é foda, o que seria do Nexus sem ele?!

eu também nunca tinha visto a banlist dessa forma, parabéns LG

confesso que também fiquem chateado com o ban dos Morphings, são muito clássicos!!

LG disse:
31 de março de 2014 18:45

@Thebest:: obrigado.

@Daniel: Essa foi minha intenção qnd fiz o post, de deixar os esquentados mais calmos.

@Renan: Kaiba além de ter muitas cartas do deck dele na banlist, ele pode representar dinheiro, que é tudo que o jogo representa p konami.

@Carlos: Voce pode estar certo, como eu também posso tá errado.Como foi teus testes com os pendulums? Gostou deles? O que vc achou que foi o principal problema com os infernitys?

@Anonimo: Fire King só perdeu força, não tem mais opção de e FF perdeu consistencia, mas é aquilo, o meta vai ser outro cenário e eles devem achar uma lista que se encaixe aos padrões do jogo, disso vc pode ter ctz, até pq foi oq eu falei, eles tem muitas opções, o archtype deles é vasto...

@Subo: Eu tmb não gosto de ver formatos iguais, mas gosto de ver a linha de lógica que eles seguem, isso me dá uma ideia de como o jogo vai se desenrolar no futuro. A ideia de trazer cartas no esquecimento é boa, mas hoje temos tantas cartas boas que acho complicado trazer algumas cartas, como por exemplo, cyber stein, ou metamorphose. Elas seriam mt bem usadas.

@Gabriel: Envoy tá do jeito que ele merece, ele é um game winner, n tem jeito mesmo, sempre vão existir cartas no jogo assim. Ele é overpower, mas hoje temos inumeros counters para pegá-lo. Banlist hoje tá muito estabilizada, ela só vai mexer no que for ruim pro jogo em geral e pro marketing da konami, e hoje, game winners são interessantes, até pq com eles alguns decks de tier inferiores ganham força.


@ksfire: Eu acho cedo para chutar algo assim, mas eu concordo com tua tese. Rek era uma carta mal aproveita mas overpower, acho que o fato dela no futuro virar uma carta bem usada e overpower pesou p essa limitação. Como eu sempre digo, só o futuro vai dizer.

@Keyscore: Sabe que não vejo os artifacts tão bem assim ainda? Eles tem uma engine muito boa, n nego, mas muito fácil de ser pega. A consistencia dele depende do adversário, porque apenas 3 da mst deles não resolve o problema, por isso que ele é usado de suporte p chronomaly e galaxy, por exemplo, eles são ótimos em apoiar e dar corpo (consistencia, força e etc) a certos decks, mas péssimos sozinhos.

@Lucas: Eu não esqueci, mas perceba que falo na teoria de banir antes de algo acontecer, talvez a konami ache que o tempo certo de limitar rek, barrier e etc é agora. E não na prox lista. Depende dos futuros lançamentos do jogo, amigo.

@Blu: Obrigado chefinho, o post é para isso mesmo. E não, nem todos me amam.

@Anonimo de novo: Saia do anonimo as vezes p eu poder saber quem é vc.

@Samuca: Valeu, eu também fiquei triste pelo ban dos jars, mas acontece. :/